Sentada no banco da praça de Piatã, no antigo Forúm, onde há a casa de Fê e Fran.
O vento suave e frio passeia pelo ar e as borboletas rodopiam com a
leve ventania. O sol tímido tenta sorrir esquentando um pouco porem a alegria
das nuvens está maior e se multiplicam como pipocas estouradas no céu azul,
encobrindo o amarelo do sol radiante.
Na serra a luz do sol reflete mas está tão alto o dourado que parece
que não consegue descer até a praça e ruas desta cidade. As pessoas passam com
casacos, meias, bonés, echarpes, calças grossas, sapatos pesados rapidamente
temendo o vento frio da rua. As folhas se movem nervosas pois estavam quase
congeladas mas o Vento forte as faz mexer e esfriar mais ainda.
O clima daqui é
agradável quando você está feliz mas quando seu coração chora e sofre o frio
faz recolher, esfriar e se esconder sob as cobertas num quarto escuro.
Alegria está em nosso coração e independente das situações que se
apresentam você é alegre por viver, por existir e está grata por sentir as
sensações, os cinco sentidos. O frio também nos faz sentir vivos ao correr
atrás de abrigo e calor, querer sobreviver.
O frio ensina. É ótimo professor. Percebemos que estamos vivos,
sentindo frio, arrepiando, gelando, tremendo, chocalhando, esfriando as
extremidades e assim reagindo naturalmente para elevar a temperatura e muitas
vezes o padrão mental e acelerar o coração e despertar a alma e acordar o
espírito.
28/06/2007

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