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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sentir frio ensina (28/06/2007)


Sentada no banco da praça de Piatã, no antigo Forúm, onde há a casa de Fê e Fran.

O vento suave e frio passeia pelo ar e as borboletas rodopiam com a leve ventania. O sol tímido tenta sorrir esquentando um pouco porem a alegria das nuvens está maior e se multiplicam como pipocas estouradas no céu azul, encobrindo o amarelo do sol radiante.

Na serra a luz do sol reflete mas está tão alto o dourado que parece que não consegue descer até a praça e ruas desta cidade. As pessoas passam com casacos, meias, bonés, echarpes, calças grossas, sapatos pesados rapidamente temendo o vento frio da rua. As folhas se movem nervosas pois estavam quase congeladas mas o Vento forte as faz mexer e esfriar mais ainda. 

O clima daqui é agradável quando você está feliz mas quando seu coração chora e sofre o frio faz recolher, esfriar e se esconder sob as cobertas num quarto escuro.

Alegria está em nosso coração e independente das situações que se apresentam você é alegre por viver, por existir e está grata por sentir as sensações, os cinco sentidos. O frio também nos faz sentir vivos ao correr atrás de abrigo e calor, querer sobreviver.
O frio ensina. É ótimo professor. Percebemos que estamos vivos, sentindo frio, arrepiando, gelando, tremendo, chocalhando, esfriando as extremidades e assim reagindo naturalmente para elevar a temperatura e muitas vezes o padrão mental e acelerar o coração e despertar a alma e acordar o espírito.

28/06/2007


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