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| como iniciei... |
E datilografava. Minha mãe me deu um máquina de escrever que vinha dentro de uma pasta marrom de couro com espaço para caneta e papel. O máximo dos máximos!!!
A mão mexe rápida e vigorosamente, quase atropelando as letras
Assim como os pensamentos são pelos sentimentos.
A caneta desliza ligeira e percorre o papel com velocidade, com muita ânsia de sair.
Sair da raiz de sua criação...
As palavras querem vir até o papel.
Os sentimentos querem explodir,
desejam confessar
e se utilizam da caneta, do papel e da mão da escritora.
Daquela que transcreve sensações...
Paixões, dessas que vem bem dentro do coração.
Os sentimentos se inflam e todos querem se manifestar ao mesmo tempo
mas só há uma mente
e o vocábulo insuficiente
e existe ainda sensações e sentimentos que não tem como expressar.
E há dias, que eles precisam tanto se manifestar que a poetiza escreve,
desabafa, explode com dois, três, quatro poemas e não são suficientes.
Os pensamentos continuam povoando a mente,
poluindo o coração com lembranças,
impressões
e especulações.
Ah, essas paixões... Ah! Esse coração!
E a folha chega ao fim
e a mão se cansa
e a poeta não encontra belas palavras
e os sentimentos não querem mais desabafar,
querem mesmo é sentir,
existir apenas...
Vivê-los...
16/09/1997

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